O Ídolo não sabe como apresentar a própria trama e desperdiça uma boa história. Fui ver O Ídolo sem saber do que se tratava e tive graves problemas com a passagem de tempo da metade da obra. Pois eu não sabia que a história teria como objetivo narrar o sonho de Mohammad Assaf em cantar no Arab Idol - a versão do "Ídolos" de lá. O Ídolo perde boa parte tempo na infância do cantor. A ironia fica por conta de que temos ali o melhor arco do longa: a formação da banda com os amigos, as desventuras e o drama com a irmã. Se a história se desenvolvesse com aquele foco e aproveitasse melhor os muitos personagens que possui, deixando a catarse realmente para o final, o resultado seria bem mais positivo. Todos os clichês do subgênero "edificante" estão ali. A trama pode despertar o interesse, mas com certeza foi muito prejudicada pela direção descompensada. As questões políticas e conflitos de Gaza são expostos com um verniz abrandado, deixando o tom muito positivo - op...