Paraíso foi o concorrente Russo ao Oscar, mas ficou fora da lista final. Temos aqui mais um filme sobre holocausto. Porém "mais um" não é uma boa expressão neste caso. Há uma tentativa de produzir algo diferente e sentimos a todo instante a mão do diretor Andrey Konchalovskiy, premiado no Festival de Veneza por este trabalho. A fotografia em preto e branco e a razão de aspecto mais quadrada são os aspectos mais evidentes. Além deles, a movimentação da câmera - quase sempre parada - e os enquadramentos, por vezes intencionalmente errados, também dão o tom em Paraíso . Título que soa irônico nas primeira cenas e multissignificativo ao longo da obra. A estrutura de depoimentos, um quase documentário fake, serve como base para para a história e o locus daqueles discursos é no mínimo exótico. Acompanhamos três personagens de forma humana e complexa. Todos têm camadas que rejeitam soluções fáceis. Apesar da bela construção, as duas horas pesam e algumas cenas so...