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Mostrando postagens de junho, 2014

Segundamente

Em teoria cinematográfica, um dos principais conceitos diz respeito à identificação. A ideia tem origens na psicanálise freudiana, mas suas origens e desenvolvimento não serão o foco ( pun intended ) no momento. Simplificando bastante, basta sabermos que a identificação primária do espectador com o filme é aquela que o possibilita ser testemunha da obra cinematográfica – em última instância, coincide com a câmera, que funcionará como nossos olhos, os olhos do público. Já a identificação secundária é aquela que nos faz estabelecer um conexão íntima e pessoal com elementos da obra – um personagem, um evento do roteiro, uma situação ficcional que provoque uma emoção especialmente conhecida.             Uma obra cinematográfica que provoque uma identificaç ã o secundária próxima da universal pode ser encarada como uma obra-prima, que conseguiu alcançar o âmago da experiência humana… ou, por outro lado, pode apenas ter optado pelo...

A ROSA PÚRPURA DO CAIRO

Sinopse : Durante a Grande Depressão, a garçonete Cecilia (Mia Farrow), casada com homem bêbado e vagabundo, faz do cinema sua válvula de escape da sua dura vida real. Após a surpreendente fuga da tela de cinema do personagem Tom Baxter (Jeff Daniels) , do filme A Rosa Púrpura do Cairo, Cecilia terá a oportunidade de viver o grande romance de seus sonhos e a obrigação de escolher entre a perfeição da ficção e as possibilidades da realidade. Nota do Razão de Aspecto: Ficha Técnica Gênero:  Drama Direção:  Woody Allen Roteiro:  Woody Allen Elenco:  Albert S. Bennett, Alexander Cohen, Andrew Murphy, Annie Joe Edwards, Benjamin Rayson, Camille Saviola, Crystal Field, Danny Aiello, David Kieserman, David Tice, David Weber, Deborah Rush, Dianne Wiest, Don Quigley, Drinda Lalumia, Ebb Miller, Edward Herrmann, Edwin Bordo, Elaine Grollman, Eugene J. Anthony, George Hamlin, George J. Manos, George Martin, Glenne Headly, Gretchen MacLane, Hel...

WOODY ALLEN E MEU UNIVERSO AFETIVO - DEZ FILMES FAVORITOS

OBS: Lista Atualizada em 27/08/2016 Como primeira contribuição para Razão de Aspecto , decidi não tratar de um filme. Preferi discutir a obra de um diretor que contribuiu, e ainda contribui, sobremaneira para a minha formação com cinéfilo e como ser humano dotado de um telencéfalo altamente desenvolvido e um polegar opositor. Possivelmente, daqui a um, cinco ou dez anos, minhas impressões serão diferentes, minhas conclusões serão outras e a lista de dez filmes favoritos tenha-se alterado. Cada fase da vida me remete a um filme diferente de Woody Allen, e as minhas preferências variam de acordo com aquilo que estou vivendo. Minha lista de filmes favoritos já foi muito diferente. Por essa razão, meu texto não deve ser tomado como definitivo. Os filmes de Woody Allen compõem meu universo afetivo, de forma a representarem e, em alguns casos, definirem, características importantes da minha personalidade. Minha relação com o universo cinematográfico do diretor é completamente emoc...

Matinê

E m sua primeira aula sobre teoria, linguagem e crítica cinematográficas, o mestre Pablo Villaça pergunta aos alunos o que os motivou a procurar o curso. Ao ouvir a questão, surgiram-me duas linhas de resposta: em primeiro lugar, quando gostamos de um assunto, queremos – ou deveríamos – aprender mais sobre ele, aprofundar os conhecimentos, encontrar outras pessoas com interesses semelhantes e nos divertirmos, fundamentalmente. O segundo motivo, ao menos no meu caso, era superar a máxima preguiçosa de que "gosto não se discute". É claro que cada um gosta do que bem quiser – eu mesmo adorava a série de TV do Highlander , o que depõe muito sobre mim - mas isso não nos impede de tentar identificar elementos mais ou menos objetivos que qualifiquem – ou desqualifiquem – uma obra audiovisual. "Gosto não se discute"?  Discute sim... e existe uma área milenar do saber humano chamada "estética" que se dedica, há alguns séculos já, ao assunto. Foi com esse...