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DEATHGASM



Gênero: Terror, Comédia
Direção: Jason Lei Howden
Roteiro: Jason Lei Howden, Sarah Howden
Elenco: Milo Cawthorne, James Blake, Kimberley Crossman, Sthepen Ure, Clin Moy, Jodie Rimmer, Nick Hoskins-Smith, Erroll Shand, Kate Elliot.
Produção: Sarah Howden, Andrew Beattie, Morgan Leigh Stewart.
Fotografia: Simon Rabey
Trilha Sonora: Chris van de Geer, Joost Langeveld
Duração: 86 min.
Ano: 2015
País: Nova Zelândia
Cor: Colorido
Estúdio: MPI Media Group

Sinopse
Uma banda de garagem de adolescentes invocam o demônio acidentalmente, levando a cidade de Greypoint a bera do apocalipse.



Nota do Razão de Aspecto:


Sabe o que acontece se você toca Peppa Pig ao contrário? DEATHGASM!!!

Imagine que todas as críticas paranóicas e todo o teatro satanista que cerva o Heavy Metal fosse verdade. Esta é a premissa do filme. Brodie (Milo Cawthorne, de "Ash vs Evil Dead"), um fã de Heavy Metal, é obrigado a morar com a família tradicionalista de seus tios, após a morte do pai, na pequena cidade de Greypoint, Nova Zelândia. Seu gosto musical e estilo de vestir gera não apenas conflito com a família, como bullying na escola e isolamento. Os únicos amigos que Brodie consegue fazer são os dois nerds Dion (Sam Berkley, de "Jake"), Giles (Daniel Cresswell, de "3 mile limit") e o problemático metaleiro Zakk (James Blake, de "O Hobbit: Uma jornada inesperada"), enquanto sonha em conquistar a atenção de Medina (Kimberley Crossman, de "Strangers in a Strange Land"), a namorada de seu primo e a garota mais bonita da escola. Mas tudo se transforma quando os quatro amigos montam a banda DEATHGASM, e, inadvertidamente, executam uma partitura com poderes demoníacos.


Seguindo o mesmo estilo de “Fome Animal” (Brain Dead), DEATHGASM usa de uma quantidade de litros de sangue que faria qualquer Hemocentro chorar, junto com cenas absurdamente cômicas. É ao mesmo tempo um filme gore e um filme propositalmente trash, mas em nenhum momento o propósito do filme é gerar choque, nojo ou angústia, e sim riso.


O maior problema deste estilo de filme é conseguir o equilíbrio certo entre uma cena ser absurdamente sem sentido, mas orgânica dentro da narrativa do filme, e a cena ser simplesmente estúpida e forçada. Filmes como “Sharknado" são um exemplo do como não é suficiente colocar personagens com motosserras estripando coisas de modos esdrúxulos para provocar um riso. É necessário, mesmo em um filme propositalmente trash, que se mantenha uma suspensão da descrença, que seja “verossímil" um personagem usar um cortador de grama como arma de combate corpo a corpo. Sem isto, a simulação de erro cinematográfico, que é a fonte do gênero “comédia trash”, se torna simplesmente um erro, e da pior espécie: um erro intencional.


É nisto que DEATHGASM tem seu maior mérito, o que mostra uma maturidade incomum para um diretor iniciante como Jason Lei Howden (é seu primeiro longa-metragem) em um gênero que o público tende a ser tolerante com direções preguiçosas. O filme tem a paciência de apresentar os personagens e suas relações humanas antes de começar o teatro do absurdo hemorrágico, e a hemorragia começa lenta, e muito bem temperada com o segundo tema do filme, que é o Heavy Metal. E nisto é necessário elogiar também Chris van de Geer e Joost Langeveld, os responsáveis pela trilha sonora. 

Mas claro, o filme não se pretende em nenhum momento ser uma intricada comédia shakespeariana, e temos um excesso de estereótipos, personagens unidimensionais e um roteiro ingenuamente simples. Há também momentos em que o filme e a narrativa param para que uma determinada cena cômica seja mostrada, quebrando um pouco do ritmo. Não sei se o gênero permite roteiros muito elaborados, a ingenuidade talvez seja um limite necessário ao estilo, mas de qualquer forma falta solidez a história.

Por fim, apesar do elenco desconhecido (pelo menos por mim), as interpretações foram entre boas e excelentes, em especial na dupla de personagens principais. Milo Cawthorne e James Blake conseguem serem cômicos e ao mesmo tempo convincentes adolescentes problemáticos.

Se você não se incomoda em ver cenas como pessoas usando dados de RPG como munição, nem de limpar a tela de seu televisor de sangue após o filme, será um bom divertimento. Se além disto, você gostar de Heavy Metal, irá erguer sua mão chifrada mais de uma vez, e torcer pelos demônios devorarem a todos. Senão, fuja com sua vida medíocre e careta deste filme, ele não é para você.


por Aniello Greco


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