Pular para o conteúdo principal

WESTWORLD (1.2): CHESTNUT - SÉRIES E TV




ESTA CRÍTICA CONTÉM SPOILERS DO PRIMEIRO EPISÓDIO DE WESTWORLD

Leia a fica técnica aqui


Nota do Razão de Aspecto: 

-------------------------------------------------------------

O segundo episódio de Westworld remete diretamente ao filme de 1973, e mostra a chegada de dois novos turistas ao parque: William (Jimmi Simpson, o Gavin Orsay de House of Cards) e Logan (Ben Barnes, o Príncipe Caspian das Crônicas de Nárnia). Também como no filme, um deles é veterano de visitas e se importa em ter prazer e se divertir, enquanto o outro é mais sem jeito, ingênuo e romântico. 

 Ao jogar o enfoque em humanos visitando Westworld, a série preenche um espaço que havia ficado pouco explorado no primeiro episódio. Agora temos personagens relevantes entre os robôs, entre os criadores/administradores do parque, e entre os visitantes. As possibilidades da série se multiplicam.

Enquanto isso, Lowe e Hughes continuam a analisar o que aconteceu ao robô que interpretava Abernathy. Lowe mantém seus encontros "filosóficos"com Dolores, e, embora a ordene que apague as memórias daquela noite, fica a impressão de que ela não cumpriu totalmente o ordenado. Agindo completamente fora de sua programação, ela sai durante a noite e recupera um revólver enterrado. 


O grande temor dos administradores de Westworld parece ser o de que os robôs comecem a se lembrar das crueldades sofridas ao longo de sua atuação no parque. Esse temor parece começar a se confirmar quando Maeve passa a ter dificuldades em interpetar seu papel, por se lembrar de um violento ataque indígena em outra de suas "encarnações". Ao voltar espontaneamente à consciência no meio de um reparo, ela corre pelos corredores do laboratório e encontra outros robôs sendo limpos e consertados. Mesmo apagada, essa memória poderá retornar no futuro e gerar motivações particularmente interessantes para a personagem.

Ficamos também sabendo um pouco mais sobre o Homem de Preto. Ele tem visitado Westworld há trinta anos, e sua busca ultrapassa as diversões superficiais que o parque oferece. Em busca desse "novo nível", ele não mostra qualquer piedade e deixa um rastro de sangue e crueldade para encontrar "o labirinto".


Uma das cenas que certamente revela mais do que (por enquanto) conseguimos compreender é a incursão do idealizador do parque em seu cenário. Ele interage com um garoto, e não deve ser coincidência o fato de o Dr.Ford afirme que seu pai também costumava dizer uma frase dita pelo pai do menino. Seria o menino um robô moldado por Ford com base na sua infância? Qual será a história que envolve um pequeno santuário de madeira no meio do deserto, e que desmoralizou o épico proposto por Sizemore?  

Somada ao diálogo entre Cullen e Sizemore, no primeiro episódio, sobre a existência de algo "maior" em Westworld do que o mero interesse financeiro e na diversão de seus visitantes, a série acumula tramas e subtramas que serão desenvolvidas ao longo da temporada.


O segundo episódio, mais curto, ganhou em ritmo em relação ao primeiro. Novas camadas foram acrescentadas à trama, e a qualidade geral permanece alta. Mas você, o que acha que está por trás de Westworld?   O labirinto buscado pelo Homem de Preto são os bastidores administrativos do parque ou ainda há algo além disso?  Qual a relação entre o Dr.Ford e o garoto no deserto?  Dividam conosco suas teorias !

por D.G.Ducci

Comentários

  1. Faz-nos perguntar de que lado estamos, às vezes apoiamos a inteligência artificial ou a humanidade, é muito sábio para reprisar a história, o elenco é excelente, com algumas referências, outra vantagem é a música adaptada, ele nos promete muito e acho assim sera, Westworld eu acho que é os melhores lançamentos do ano, impecável em cada detalhe, vou ser muito seguidor e eu peguei a história, embora eu não sigo muito o gênero ocidental que não pára o gozo porque é uma mistura de ficção científica, com uma realidade alternativa que eu não acho que estamos muito longe com essas idéias que temos a raça humana para jogar criar a vida.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Sete psicopatas e um Shih Tzu - Netflixing

Pegue a violência extrema como instrumento de sátira, a moda Tarantino. Misture com um estilo visual e escolha de cenários que lembram os irmãos Coen. Dose com pitadas de neurose Woddy Allen e surrealismo David Lynch. E temos a receita para Sete psicopatas e um Shih Tzu . Gênero:   Comédia Direção:  Martin McDonagh Roteiro:  Martin McDonagh Elenco:  Abbie Cornish, Amanda Mason Warren, Andrew Schlessinger, Ante Novakovic, Ben L. Mitchell, Bonny the ShihTzu, Brendan Sexton III, Christian Barillas, Christine Marzano, Christopher Gehrman, Christopher Walken, Colin Farrell, Frank Alvarez, Gabourey Sidibe, Harry Dean Stanton, Helena Mattsson, James Hébert, Jamie Noel, John Bishop, Johnny Bolton, Joseph Lyle Taylor, Kevin Corrigan, Kiran Deol, Linda Bright Clay, Lionel D. Carson, Long Nguyen, Lourdes Nadres, Michael Pitt, Michael Stuhlbarg, Olga Kurylenko, Patrick O'Connor, Richard Wharton, Ricky Titus, Ronnie Gene Blevins, Ryan Driscoll, Sam B. Lorn,...

INTERESTELAR POR NANDO REIS

Interestelar é um filme que muita gente gosta (e o Nolan é o Caetano dos cineastas - mesmo quando erra o povo idolatra). Eu gostei do filme, mas com ressalvas, como pode ser visto aqui . Depois do filme - que eu achei meio brega -, nada me fazia esquecer o Nando Reis... Agora, para celebrar o Carnaval, resgato um enredo criado lá nos inícios da nossa página no Facebook .  Olha aí a Acadêmicos da Razão de Aspecto com o samba: "O esplendor interestelar do caubói bonzinho e o amor transcendente no céu de São Salvador", escrito por Nando Reis.  " O que está acontecendo? O mundo está ao contrário e ninguém reparou O que está acontecendo? Eu estava em paz quando você chegou.."   "Então me diga se você ainda gosta de mim porque de você eu gosto e isso não deve ser assim tão ruim.." " Amor dará e receberá Do ar, pulmão; da lágrima, sal Amor dará e receberá Da luz, visão do tempo espiral" "A letra A tem seu nome..."...

MONSTER TRUCKS (2016) - CINEMA EM UM PARÁGRAFO

Se Monster Trucks fosse lançado há 30 anos teria potencial de clássico da Sessão da Tarde. Para o bem ou para o mal é isso que vemos em tela. Temos uma aventura/fantasia onde um adolescente junto com um bicho salva o dia (não é spoiler, mas o caminho mais que óbvio nesse tipo de narrativa...). Para isso, ele conta com a ajuda da "namorada" bonita, do amigo nerd e tem que lutar contra uma grande corporação além de ter como mini antagonista um playboy da escola. A trilha heroica contribui para o ambiente, a montagem acelerada para o ritmo e o subtexto ambiental tenta passar uma mensagem. Já a criatura, feia e carismática, tenta voltar para casa (ET?). O uso dela em comunhão com o carro flerta com um quê de Transformers. Monster Trucks tem uma pegada infanto-juvenil, mas não gosto de subestimar esse público, por isso as conveniências e furos do roteiro pesam. Ainda assim é uma boa opção para aqueles que querem se entreter, ter um pouco de nostalgia e explicar para os filho...