Pular para o conteúdo principal

A QUALQUER CUSTO ( HELL OR HIGH WATER, 2016) - Crítica

A Qualquer Custo faz "Onde os Fracos não tem Vez" parecer só um filme médio.



Gênero: Drama
Direção: David Mackenzie
Roteiro: Taylor Sheridan
Elenco: Amber Midthunder, Ben Foster, Buck Taylor, Chris Pine, Dale Dickey, Debrianna Mansini, Dylan Kenin, Gil Birmingham, Gregory Cruz, Jackamoe Buzzell, Jeff Bridges, Katy Mixon, Keith Meriweather, Kevin Rankin, Kristin Berg, Lora Martinez-Cunningham, Melanie Papalia, William Sterchi
Produção: Julie Yorn, Peter Berg, Sidney Kimmel
Fotografia: Giles Nuttgens
Montador: Jake Roberts
Trilha Sonora: Nick Cave, Warren Ellis
Duração: 102 min.
Ano: 2016
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 02/02/2017 (Brasil)
Distribuidora: Califórnia Filmes
Estúdio: Film 44 / Sidney Kimmel Entertainment

Sinopse: Dois irmãos, um ex-presidiário e um pai divorciado com dois filhos, perderam a fazenda da família em West Texas e decidem assaltar um banco como uma chance de se reestabelecerem financeiramente. Só que no caminho, a dupla se cruza com um delegado, que tudo fará para capturá-los.






Nota do Razão de Aspecto:


--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------



Em fevereiro chegará aos cinemas do Brasil o espetacular A Qualquer Custo, um western contemporâneo despretensioso, que resultou em um dos melhores filmes dos últimos anos. Se tivesse sido lançado no Brasil ano passado, certamente estaria no topo da lista dos melhores filmes de 2016. Felizmente, ainda poderá ser incluído na lista que deverá se chamar " os melhores filmes de 2016 que chegaram ao Brasil em 2017". Claro, no meio do caminho tem apenas algumas premiações pouco importantes, como aquele tal de Oscar. ;)

Confira a nossa lista dos 10 melhores filmes de 2016


Vamos começar pelas qualidades de A Qualquer Custo.



O roteiro é preciso e econômico. Temos uma premissa simples, mas poderosa, desenvolvida com profundidade, sem subestimar a inteligência do público. Conhecemos cada personagem, suas motivações e e seus dilemas pelas ações, e não por diálogos expositivos toscos. Aliás, não tem nenhum diálogo expositivo no filme inteiro. Esse roteiro certamente se tornará estudo de caso nas melhores escolas de cinema.

As interpretações são impecáveis, e isso se aplica elenco inteiro. Claro, os atores tiveram excelente material para trabalhar, com excelentes diálogos, personagens bem desenvolvidos e arcos dramáticos bem definidos. Todos puderam mostrar seu talento, e Jeff Bridges (Bravura Indômita, O Grande Lebowski) nos entregou aquela que pode ser a melhor interpretação de sua carreira. Não é sem razão que ele é um forte candidato ao Oscar se melhor ator coadjuvante. 




Direção, fotografia, trilha sonora e montagem convergem na construção de um ambiente desolado pela crise imobiliária e pela falta de perspectiva, ao explorarem as paisagens e as ruas das pequenas cidades. Uma ambientação perfeita para um western do século XXI, no melhor estilo narrativo da Trilogia dos Dólares de Sérgio Leone. O diretor David Mackenzie (Encarcerado, Sentidos do Amor)  entrou na minha lista de interesses permanentes. 

Agora, vamos aos defeitos de A Qualquer Custo.

Ah.. eh... eeer, humpf. Eu tentei, mas A Qualquer Custo não tem defeitos. Mais que 5 estrelas, é nota 10.

Que filme!



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sete psicopatas e um Shih Tzu - Netflixing

Pegue a violência extrema como instrumento de sátira, a moda Tarantino. Misture com um estilo visual e escolha de cenários que lembram os irmãos Coen. Dose com pitadas de neurose Woddy Allen e surrealismo David Lynch. E temos a receita para Sete psicopatas e um Shih Tzu . Gênero:   Comédia Direção:  Martin McDonagh Roteiro:  Martin McDonagh Elenco:  Abbie Cornish, Amanda Mason Warren, Andrew Schlessinger, Ante Novakovic, Ben L. Mitchell, Bonny the ShihTzu, Brendan Sexton III, Christian Barillas, Christine Marzano, Christopher Gehrman, Christopher Walken, Colin Farrell, Frank Alvarez, Gabourey Sidibe, Harry Dean Stanton, Helena Mattsson, James Hébert, Jamie Noel, John Bishop, Johnny Bolton, Joseph Lyle Taylor, Kevin Corrigan, Kiran Deol, Linda Bright Clay, Lionel D. Carson, Long Nguyen, Lourdes Nadres, Michael Pitt, Michael Stuhlbarg, Olga Kurylenko, Patrick O'Connor, Richard Wharton, Ricky Titus, Ronnie Gene Blevins, Ryan Driscoll, Sam B. Lorn,...

INTERESTELAR POR NANDO REIS

Interestelar é um filme que muita gente gosta (e o Nolan é o Caetano dos cineastas - mesmo quando erra o povo idolatra). Eu gostei do filme, mas com ressalvas, como pode ser visto aqui . Depois do filme - que eu achei meio brega -, nada me fazia esquecer o Nando Reis... Agora, para celebrar o Carnaval, resgato um enredo criado lá nos inícios da nossa página no Facebook .  Olha aí a Acadêmicos da Razão de Aspecto com o samba: "O esplendor interestelar do caubói bonzinho e o amor transcendente no céu de São Salvador", escrito por Nando Reis.  " O que está acontecendo? O mundo está ao contrário e ninguém reparou O que está acontecendo? Eu estava em paz quando você chegou.."   "Então me diga se você ainda gosta de mim porque de você eu gosto e isso não deve ser assim tão ruim.." " Amor dará e receberá Do ar, pulmão; da lágrima, sal Amor dará e receberá Da luz, visão do tempo espiral" "A letra A tem seu nome..."...

MONSTER TRUCKS (2016) - CINEMA EM UM PARÁGRAFO

Se Monster Trucks fosse lançado há 30 anos teria potencial de clássico da Sessão da Tarde. Para o bem ou para o mal é isso que vemos em tela. Temos uma aventura/fantasia onde um adolescente junto com um bicho salva o dia (não é spoiler, mas o caminho mais que óbvio nesse tipo de narrativa...). Para isso, ele conta com a ajuda da "namorada" bonita, do amigo nerd e tem que lutar contra uma grande corporação além de ter como mini antagonista um playboy da escola. A trilha heroica contribui para o ambiente, a montagem acelerada para o ritmo e o subtexto ambiental tenta passar uma mensagem. Já a criatura, feia e carismática, tenta voltar para casa (ET?). O uso dela em comunhão com o carro flerta com um quê de Transformers. Monster Trucks tem uma pegada infanto-juvenil, mas não gosto de subestimar esse público, por isso as conveniências e furos do roteiro pesam. Ainda assim é uma boa opção para aqueles que querem se entreter, ter um pouco de nostalgia e explicar para os filho...